Se a eleição para presidente da República dependesse apenas da população
do Recife, o governador Eduardo Campos (PSB) já poderia se considerar
eleito. Foi o que apontou a pesquisa JC/IPMN, que aferiu as primeiras
intenções de voto na capital pernambucana. Embalados pela recente
vitória do prefeito eleito Geraldo Julio (PSB) – correligionário e
afilhado político do governador – nada menos que 40,7% dos entrevistados
afirmaram que votariam em Eduardo Campos para suceder a presidente
Dilma Rousseff (PT) no Palácio do Planalto a partir de 2015.
Dilma, aliás, surge na segunda colocação, embora distante do ainda
aliado socialista. A petista – que deverá disputar a reeleição em 2014 –
recebeu 25% das citações dos recifenses, que acabam de tirar do poder
municipal o partido da presidente. Em terceiro lugar no levantamento
aparece a ex-senadora Marina Silva, ex-presidenciável do PV em 2010 e
atualmente sem partido. Marina tem sido lembrada em todas as pesquisas
sobre sucessão realizadas até o momento, e negocia a filiação em um novo
partido para se lançar novamente na disputa.
O senador mineiro
Aécio Neves (PSDB) surge na quarta colocação, com apenas 1% das
intenções de voto no Recife. Pré-candidato tucano ao Planalto, ele tem
obtido índices mais relevantes no Sudeste, e se prepara para percorrer o
País na tentativa de ampliar o quadro. Em recente pesquisa, divulgada
na semana passada pelo Instituto Datafolha, Dilma aparece com 54% das
intenções de voto; Marina Silva tem 18%; Aécio Neves, 12%; e Eduardo
Campos, 4%.
No entanto, a eleição presidencial de 2014 é um
assunto que, de fato, ainda não está na ordem do dia da população. Prova
disso é que 21,4% dos entrevistados na pesquisa JC/IPMN não souberam ou
não quiseram responder aos pesquisadores em quem votariam.
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