quarta-feira, 9 de maio de 2012

O problema do Brasil é o presentismo

Presentismo. É uma nova palavra. Significa uma cultura absolutamente focada no presente. Como a nossa, hoje, segundo o criador do termo, Douglas Rushkoff, para quem deixamos para trás o tempo em que olhávamos para o futuro. Tendo a concordar. Também tendo a concordar com várias outras coisas que Rushkoff diz nesta longa entrevista, ostensivamente sobre sua nova graphic novel, ADD. Leia aqui.
Quando fala de nossa cultura, Rushkoff fala como quem vive nos EUA. Ele é um Media Theorist, ou como se diz hoje, Media Ecologist. Escreve romances, artigos e gibis piradões tentando explicar o que se passa à sua volta. Apóia o Anonymous e Occupy e vende consultoria para big corporações. É típico novaiorquino.
Foi morar no interior, mas continua frequentando a esquerda descolada global (se bem que esquerda é um termo muito ruim para isso. O que é o contrário de capitalista careta?). Tem uma filhinha de sete anos, que não é gênio do iPad. Brinca de boneca. Todos os coleguinhas sofrem dessa ou daquela desordem psicológica. Ela, coitada, não tem diagnóstico.

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