Para Mendonça, o fato de fazer parte da gestão petista do Recife, tendo inclusive o vice-prefeito em seus quadros – Milton Coelho -, descredencia o PSB para o papel de partido capaz de fazer a mudança. “Quem tem legitimidade de falar de mudança é a oposição e não o Governo”, afirmou. “O PSB é co-responsável pela gestão da cidade do Recife. Se eles têm toda essa tecnologia de gestão inovadora, por que perderam oito anos com João Paulo (PT) e mais quatro com João da Costa (PT), antes de decidir começar a usá-la em favor da cidade?”, questionou o oposicionista.Apesar do discurso de união, o grupo parece cada vez mais longe de um acordo. Até o momento não há outra reunião marcada para discutir o assunto. “Não temos nada marcado por enquanto. Vamos aguardar os desdobramentos”, disse Mendonça, garantindo está comprometido com a manutenção do diálogo.
Mendonça Filho tem sido apontado nos bastidores como o principal empecilho para a união do bloco oposicionista. O deputado tem sido o oposicionista mais bem colocado nas pesquisas e isso teria feito com que se tornasse mais intransigente com a possibilidade de apoiar outro nome. Uma fonte da cúpula do grupo assegura que este fato pode ter sido um dos catalisadores que levou o deputado Raul Henry (PMDB) a retirar a candidatura para apoiar Geraldo Júlio.
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