“Achei muito estranho essa decisão. Ela nos traz muitas dúvidas sobre
os investimentos feitos, seja na área cultura, na área de proteção a
criança e adolescente”, afirmou Teresa, referindo a um projeto do
Executivo, de 2009, de transformar a antiga fábrica no Centro de
Cidadania Padre Henrique. O Governo comprou o terreno no ano 2000 por R$
14,3 milhões, mas nenhum projeto anunciado saiu do papel.“Nós temos que debater o destino do que estava previsto para lá e dos recursos implementados e a forma como essa negociação foi feita”, cobrou a petista. Como o pronunciamento foi feito no Pequeno Expediente, os governistas não puderam iniciar um debate de defesa, mas o deputado Aluisio Lessa (PSB), que já estava inscrito para falar de outro assunto, fez questão de responder a deputada.
“Nós temos que levar em conta que o patrimônio, que é tombado, será preservado. Merece o registro que, quando Eduardo Campos assumiu o Governo, ele criou a Secretaria da Cultura, que antes pertencia à pasta de Educação. Nós somos o único Estado que possui um Fundo Especial para fomentar a cultura, muito superior ao orçamento do Governo Federal”, provocou Lessa. Entre as medidas ressaltadas pelo parlamentar na área cultural, está a Central de Artesanato de Pernambuco e, o recém inaugurado Cais do Sertão, ambos no Recife Antigo.
“Serão mais de 500 engenheiros daqui, do Brasil e do mundo fazendo pesquisa em um centro avançado de desenvolvimento, numa área que esta em desuso, pois o prédio da fábrica será preservado. Talvez na mão de um ente privado dê mais celeridade aos projetos antigos para o espaço”, finalizou Lessa, concordando com a realização de uma audiência pública para debater melhor o assunto.
Fonte: Mirella Araújo
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