sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Brasil tem um dos piores serviços de banda larga do mundo, segundo ONU

Brasileiro precisa desembolsar US$ 31,31 para uma velocidade de 512 Kbps, em uma média de US$ 61 por Mbps


O custo médio mensal do pacote, em países como Quênia e Marrocos, é de US$ 20 (um terço do Brasil), com uma velocidade de 860 kbps e um custo médio por Mbps de US$ 46
O brasileiro paga uma mensalidade de aproximadamente US$ 31 por um pacote ilimitado de banda larga fixa para ter acesso a um link de apenas 512 kbps a um custo médio de US$ 61 por Mbps, dados de março de 2011. Os números fazem parte de um estudo global da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi divulgado nesta quarta-feira, 19, pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), e está disponível para download no site da Teletime.

  A comparação do serviço é estabelecida em relação a outras economias menos desenvolvidas, como as do Quênia, Marrocos, Sri Lanka, Turquia e Vietnã. O custo médio mensal do pacote nesses países é de US$ 20 (um terço do Brasil), com uma velocidade de 860 kbps e um custo médio por Mbps de US$ 46. Em países como o Vietnã, por exemplo, esse valor é de US$ 25 (contra US$ 61 do Brasil).
Dados móveis
Os índices da banda larga móvel no Brasil são um pouco melhores, porém também preocupantes, de acordo com o estudo da UNCTAD. O custo mensal estimado de um pacote de acesso ilimitado a dados móveis no País é de US$ 51 (US$ 13,7 é a média dos outros cinco países citados). No Sri Lanka, essa mensalidade é de apenas US$ 4,34 e lá a velocidade média – a exemplo da Turquia e de Marrocos - é de 7,2 Mbps.
Já no País, o throughput é de aproximadamente 1 Mbps. Analisando o custo de um plano de 1 GB no Brasil, a relação é ainda mais desproporcional em relação aos outros países: US$ 51, contra US$ 4 no Quênia, US$ 7 em Marrocos, US$ 1 no Sri Lanka, US$ 3 na Turquia e US$ 2 no Vietnã. “Mesmo com a redução de 17% de 2010 para 2011, a telefonia móvel no Brasil continua sendo a mais cara do mundo”, alerta Carlos Afonso, membro do CGI.br.
Fonte:Exame.abril


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