O Brasil, e principalmente o Nordeste, passou muito tempo sem receber investimentos industriais. Com isso, a capacitação ficou em segundo plano. Agora, corremos atrás do tempo perdido. Para atender a demanda empresarial, o Governo do Estado está mapeando a possibilidade de atendimento de capacitação em 140 municípios. O objetivo é levar a formação técnica para onde a industrialização começa a chegar. Hoje, Pernambuco oferece, entre outras ações, duas linhas de capacitações prioritárias.
A primeira é voltada para a área de metalmecânica, dirigida para os segmentos naval, de petróleo e gás, refinaria e petroquímica. A segunda área prioritária é voltada para demanda da construção civil; neste caso as abordagens são voltadas para a área imobiliária e de construção pesada, que atende os projetos estruturais que chegam por aqui. “Temos demandas de diversos polos como o automotivo, de confecções, fruticultura irrigada, polo gesseiro. Então, antes de tudo, precisamos captar qual é a mão de obra necessária para negociar com instituições executoras e financiadoras os programas de formação profissional”, explicou o secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo do Estado, Antônio Carlos Maranhão.
Segundo o gestor, no próximo ano, o foco será outro. O Estado planeja iniciar um programa para formação de técnicos que atendam a operação do polo automotivo pernambucano, que está se instalando em Goiana, Zona da Mata Norte. A ideia é que, no mínimo, sete mil pessoas sejam treinadas. O programa ainda está sendo desenhado, mas deve beneficiar moradores que estejam nos municípios situados entre Recife e Goiana. “Também estamos negociando espaços com a rede pública de educação para possibilitar a qualificação profissional. A grande meta do Estado é a interiorização do conhecimento, da formação técnica para possibilitar que a economia se distribua de forma mais homogênea”, afirmou.
As capacitações não são suficientes. O investimento precisa começar no ensino básico. Segundo dados do Ministério do Trabalho, de 2003 a 2010, no Brasil foram criados 14,5 milhões de novos empregos. Do total, 14,2 milhões exigiam ou estão sendo ocupados por quem detinha, no mínimo, o Ensino Médio completo. Quem só concluiu o Ensino Fundamental ganhou 950 mil empregos. “Qualificação profissional e educação básica são indissociáveis. O mundo do trabalho hoje não reconhece qualificação sem educação. Para os jovens, é essencial a conclusão do Ensino Médio”, ressaltou Antonio Carlos Maranhão.

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