Os EUA acabam de enviar mais 40 enfermeiros
da Marinha para atender os presos em greve de fome. O protesto contra
as condições da prisão começou em fevereiro e já atinge cem dos 166
detentos. Destes, 21 estão sendo alimentados à força através de tubos
no nariz e cinco estão em observação. A maioria dos presos sequer foi
acusada formalmente."Isso não é sustentável. A ideia de se manter cem indivíduos em uma terra de ninguém indefinidamente... - disse o presidente, que culpou o Congresso americano pela situação. - O Congresso determinou que não poderíamos fechá-lo. Continuo a acreditar que temos que fechá-lo.
O presidente afirmou que tentará persuadir os parlamentares a suspenderem as restrições à transferência dos detentos para o sistema federal de prisões. Ele, no entanto, não respondeu o que fazer com os presos mais perigosos e que não seriam facilmente processados.
A proposta atual, rejeitada pelo Congresso, é que sejam transferidos para prisões de máxima segurança em solo americano, mas que continuem como prisioneiros de guerra e sem julgamento. O próprio Obama, entretanto, sugeriu na entrevista ser contrário à ideia de manter uma pessoa presa indefinidamente:
- Isso é contrário ao que nós somos, aos nossos interesses, e precisa acabar.
O presidente se manifestou ainda a favor da alimentação forçada. Essa é uma questão polêmica, já que muitas associações médicas acreditam que profissionais de saúde não deveriam forçar as pessoas a se alimentarem.
Na semana passada, o presidente da Associação Médica Americana, Jeremy Lazarus, escreveu uma carta ao secretário de Defesa, Chuck Hagel, afirmando que qualquer profissional de saúde que forçasse um prisioneiro a se alimentar contra a sua vontade estaria violando seus valores éticos.
A política das Forças Armadas, no entanto, é que se deve preservar a vida do detento, seja em caso de greve de fome, tentativa de suicídio ou qualquer outro ferimento auto imposto.
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