sábado, 15 de outubro de 2011

Cigarro pode ter provocado explosão

A Polícia aguarda que pessoas tenham alta e que os laudos fiquem prontos para avançar nas investigações
Rio de Janeiro. A Polícia Civil ouvirá hoje o depoimento de Jorge Amaral, gerente do Restaurante Filé Carioca, que explodiu na quinta-feira no centro do Rio. Amaral é irmão do proprietário do estabelecimento, Carlos Rogério Amaral, que também deverá prestar depoimento. O delegado Antônio Bonfim, responsável pelas investigações, quer ouvir Jorge para investigar a possibilidade de a explosão ter sido provocada por um cigarro aceso pelo chefe de cozinha do estabelecimento, Severino Antonio Tavares, um dos três mortos no acidente.

Segundo o depoimento do jornaleiro Jorge Luiz Rosa, outra pessoa pode ter acendido um cigarro. O jornaleiro informou à polícia que momentos antes da explosão um funcionário chamado Roberto comprou cigarro na sua banca.

A polícia também quer saber de Amaral quem foi o funcionário que abriu o restaurante na manhã de quinta.

Ontem pela manhã, o aposentado Márcio Antonio de Souza de 42 anos, um dos 17 feridos, prestou depoimento. Ele chegou cedo à delegacia, com os braços enfaixados. O aposentado foi atingido pela explosão enquanto passava na calçada.

O delegado aguarda que outras pessoas tenham alta médica e que os laudos periciais fiquem prontos para avançar com as investigações. Até o momento, já foram ouvidas 14 pessoas, entre as quais duas vítimas.

Sepultamentos
Muito abalados, os pais de Matheus Maia Macedo de Andrade, de 19 anos, participaram do velório do filho no Cemitério de Jardim da Saudade, em Sulacap, junto a outras 50 pessoas. Selma Maia de Andrade e Carlos Henrique Macedo de Andrade não deram declarações à imprensa, mas a tia-avó Darci Macedo disse que o jovem cursava a faculdade de administração e tinha começado a trabalhar em um banco há dois meses. No momento do acidente, ela conta que Matheus seguia para comprar uma revista na banca de jornais.

O cozinheiro Severino Antônio, de 45, foi enterrado no Cemitério do Murundu, em Realengo. Já Josemar dos Santos Barros, de 30, o sushiman da casa, foi enterrado no Cemitério de Jacarepaguá, no Pechincha. Sua família pensa em processar o dono do restaurante. Os três mortos receberam uma homenagem no local do acidente.

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