Neste domingo, 29 de janeiro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase. Apesar de o Brasil ter registrado uma recente redução de 15% na incidência da hanseníase, a data é importante para lembrar a importância da prevenção contra a doença, principalmente nas regiões onde a prevalência de casos é maior. Por essa razão, foram repassados 16 milhões de reais em recursos adicionais para os 250 municípios prioritários. Além disso, em setembro vai ser realizada a Semana Nacional de Mobilização contra a Hanseníase, com uma campanha publicitária voltada para a população e profissionais de saúde. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que é preciso estimular as pessoas a procurarem tratamento.
"A hanseníase é uma doença que historicamente sempre teve uma carga de preconceito, de estigma. E sem dúvida nenhuma, se nós não criarmos mecanismos de apoio social, para que essas pessoas façam o diagnóstico e façam o tratamento, elas vão ter medo, vão ter vergonha de buscar a unidade de saúde, vão esconder da sua família essa situação, dos vizinhos. E com isso a gente evita que novos casos sejam identificados e que a gente consiga efetivamente garantir a eliminação da hanseníase." Concluiu o secretário
A hanseníase é uma doença contagiosa que, se não for tratada, pode causar incapacidades físicas. O principal sintoma é o surgimento de manchas brancas, vermelhas ou amarronzadas na pele que não são sensíveis ao toque. No caso de suspeita da doença, é preciso procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. A hanseníase tem cura e tratamento garantido pelo SUS.

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