sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tratamento de calos precisa ser feito com especialista

Quem já teve calos sabe o quanto eles são incômodos e dolorosos. Eles surgem por causa de um contínuo processo irritativo local e estão relacionados à produção em excesso de células mortas, formando uma camada superior de pele que protege de lesões externas. É comum que esta pressão ocorra nos pés, principalmente, na lateral do dedo mindinho, na região plantar dos dedões e nos espaços entre um dedo e outro. Isto acontece devido a problemas ósseos (ortopédicos), mas em 90% dos casos resultam do uso de calçado inadequado. Porém, vale ressaltar, que os pontos também podem aparecer em outras partes do corpo, desde que haja fricção frequente. Agricultores, halterofilista e músicos de instrumentos de corda, geralmente, possuem calosidade na palma ou nos dedos das mãos.
Utilizar luvas, sapatos macios e confortáveis pode evitar este tipo de camada superior de pele. Além do uso de almofadas adequadas e anéis protetores, que podem custar entre R$ 15 e R$ 40.
Mas há ca­­sos nos quais o especialista percebe a necessidade de uma correção de alteração óssea (ortopédica). De acordo com o dermatologista Roberto Abraão, os calos são nocivos. “Mas há pessoas que os manipulam, e isso pode causar infecção, aparecendo então a dor, vermelhidão e pus”, alerta.
A podóloga da clínica Dr. Piede, Laleska Cecília, relata um caso de um cliente que foi parar na Unidade de Terapia Intensiva porque insistiu em mexer na epiderme de proteção com um alicate. “A parte infeccionou e teve bactérias espalhadas para outras áreas do corpo”, conta. A profissional que utiliza uma lixa moldada em um aparelho para diminuir o excesso de pele, ainda diz existir diferentes tipos de calos. Sendo eles, duro, mole, interdigital, vascular, periungueal, neurovascular, miliar, dorsal, millet e subungueal. “Em alguns é preciso utilizar a broca que tem um furinho no meio para retirar o núcleo, conhecidos por alguns como ‘olho de peixe’”, explica.
Procurar um dermatologista para avaliar o estado da calosidade e indicar o melhor tratamento é o ideal, segundo Roberto Abraão. O dermatologista acrescenta que o retorno de algum calo pode indicar desde um tratamento mal executado ou mesmo a falta de correção dos fatores desencadeantes, o que é mais comum de acontecer. Logo, uma atitude correta e preventiva para que não haja reincidência seria a escolha, de preferência no final da tarde, de sapatos confortáveis e adequados e de meias de algodão sem costuras grossas. O uso de palmilhas e protetores, ingestão de muita água e hidratação nos pés, diariamente, são atitudes também de grande valia.
Já as calosidades - menos localizadas e mais expandidas -, deixam a pele mais grossa devido ao uso frequente de calçados de salto alto. Para diminuir essa aspereza, a assistente social Deise Caldas tem frequentado clinicas de tratamento específico em podologia. “O trato com a especialista deixa meus pés mais bonitos por mais tempo. Durante uns 20 dias a pele fica mais fina, também contribuo evitando sapatos fechados”, diz.

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