Desde o início do ano, alunos e professores da rede municipal de Olinda estão envolvidos com a temática da Educação Patrimonial, que permeia as atividades curriculares do ano letivo. Em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um inventário da cidade está sendo produzido por alunos do ensino fundamental de 28 escolas.
Ao todo, a rede de ensino olindense possui 42 instituições e reúne 24 mil estudantes do 1º ao 9º ano, dos quais 15 mil alunos participam do projeto Mais Educação, do Governo Federal, com atividades em horário integral. Eles passam o dia na escola e, no contraturno, produzem vídeos, fotos, áudios e textos sobre a história da cidade que foi a segunda do Brasil a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1982, após Ouro Preto, em Minas Gerais.As escolas receberam recursos do Ministério da Educação para elaboração do inventário. De acordo com a diretora de ensino da Secretaria de Educação Olinda, Ana Cristina Fonseca, ao todo foram repassados R$ 6.381 pelo MEC diretamente para cada uma das escolas envolvidas. O investimento foi destinado à aquisição de cinco máquinas fotográficas, um HD externo de 500G, tripé, gravadores mp3, além de pagamento de monitores e transporte.
"É uma parceria nacional com o MEC e o Iphan. Olinda foi a cidade que teve mais escolas participantes do que somando todas do Brasil, destacando-se com mais da metade das instituições", comemorou a diretora.
O resultado do projeto, que tem duração de 11 meses, será enviado ao Iphan a fim de integrar o acervo nacional do instituto, além disso o inventário deverá participar de seleções em concursos na área.
PLANO MUNICIPAL - No âmbito municipal, a temática toma corpo com a elaboração do Plano de Educação Patrimonial de Olinda. O professor de química José Garcia da Rocha, que é coordenador-geral do Grupo de Trabalho de Educação Patrimonial da cidade, esclarece que a ideia foi originada durante um congresso em Ouro Preto no ano passado, cujas bases e diretrizes do plano da cidade mineira inspiraram os olindenses.
Entre os eixos previstos pelo plano estão a transformação em lei municipal que contemple a disciplina na grade curricular de ensino e a elaboração de oficinas e ações sobre patrimônio material e imaterial, não apenas no Sítio Histórico, mas em locais como Águas Compridas e Cidade Tabajara.
O grupo se reúne às terças-feiras, no Laboratóerio de Preservação da Prefeitura de Olinda. A previsão é concluir a elaboração do documento até dezembro deste ano, quando será enviado à Câmara Municipal para ser votado.
O grupo se reúne às terças-feiras, no Laboratóerio de Preservação da Prefeitura de Olinda. A previsão é concluir a elaboração do documento até dezembro deste ano, quando será enviado à Câmara Municipal para ser votado.

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