quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Jogos digitais também ajudam na educação


Quem não tem na família aquele sobrinho viciado em computador ou aquela tia que adora internet? Em plena era digital, onde as crianças aprendem muito cedo a usar computadores e os adultos são fissurados nas ferramentas tecnológicas, os games vêm se destacando no mercado como um meio fundamental no processo de aprendizagem. Servem não só para entreter, mas também para auxiliar a metodologia pedagógica de maneira divertida e motivante.
Segundo o professor de inglês do Senac Pernambuco, Danilo Rodrigues, os jogos precisam possuir uma linha didática adequada à faixa etária a que eles são direcionados. “Existem games que não são pertinentes à prática pedagógica, é importante realizar esta triagem antes de usá-los em colégios. É necessário também orientar os alunos e direcionar o uso do jogo”, alerta o professor.
Uma das alunas de Danilo, a bibliotecária Sandryne Barreto, de 30 anos, utiliza os games em sala de aula semanalmente. “O jogo exige um raciocínio lógico rápido e simula um diálogo real. Essa interação é o que mais me agrada. Muitas vezes estudamos assuntos com conteúdos densos e quando fazemos a revisão com os games o aprendizado se torna mais divertido”, explica.
Quem também incentiva a utilização de games por seus alunos é a professora de informática Viviane Barreto. Ela adota a prática com as turmas do Ensino Fundamental, duas vezes por semana. “O jogo atua com uma ferramenta que une os conteúdos que são dados em sala de aula. É interessante ver como eles adoram esse momento, quando estão jogando eles realizam contas de adição e subtração sem nem perceberem que estão lidando com a matemática”, afirma.
O aluno da alfabetização Davi Laupman, de seis anos, é fã confesso de tecnologia. “Essa é a minha aula favorita. Adoro mexer no computador e já tenho até um celular”, comenta. Sobre os jogos, o pequeno não tem dúvidas quanto ao seu favorito. “É mais legal aprender aqui no laboratório do que na sala de aula. Todos são bem divertidos e coloridos, se pudesse escolher apenas um para jogar o dia todo, seria o do Coelhinho Sabido”, afirma o menino.
Das atividades que podem ser desenvolvidas e aprimoradas com estes games, estão principalmente as ligadas à cognição e coordenação motora fina, que é a responsável pela capacidade de usar de forma precisa e eficiente os pequenos músculos do corpo. “Existem jogos mais complexos como os de ação e estratégia e também os mais elementares, como os de memória ou caça-palavras. Esses softwares ajudam as crianças a aprenderem, por exemplo, o que é direita ou esquerda”, explica a terapeuta ocupacional, Catarina Machado.

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