terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mortalidade materna

O Grupo de Trabalho Regional para a Redução da Mortalidade Materna (GTR), que une esforços de agências do sistema das Nações Unidas, anuncia medidas para impulsionar programas e políticas públicas de redução da morbidade e mortalidade maternas na América Latina e no Caribe. Para isso, convocou a participação de organismos bilaterais e multilaterais de cooperação, redes profissionais e organizações da sociedade. Vale dizer que essa é uma das iniciativas desenvolvidas para avançar, no Consenso Estratégico Interagencial para a Redução da Morbidade e da Mortalidade Materna na América Latina e no Caribe, lançado no ano de 2003 e que deu lugar à configuração deste grupo, que centra seus esforços em torno do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 4 e 5.

As discussões estiveram centradas nos principais temas que são subjacentes à erradicação da morte materna na região da ALC, compartilhando histórias de êxito, lições aprendidas e inovações que prometem ter um impacto nas futuras estratégias de promoção e proteção da saúde materna. Além disso, foi aberto o debate sobre a importância que tem a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD, Cairo 1994) e seu Programa de Ação, defendendo seu vínculo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que fazem relação com a saúde materna, com a finalidade de desenvolver recomendações regionais para aumentar esta interconexão.

De acordo com o GRT, cumprir com o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio referente à redução do indicador de morte materna em 75% entre 1990 e 2015, e alcançar o acesso universal à saúde reprodutiva para 2015, constituem um compromisso urgente para esta zona geográfica. Segundo dados oficiais, cerca de 800 mulheres morrem, diariamente, durante a sua gravidez ou no momento de parir, como muitas outras apresentam danos à sua saúde. Embora o risco de morte materna na América Latina e no Caribe seja de uma a cada 520 mulheres.

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