quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Quando assunto é sexo, Pernambuco é destaque no consumo de produtos



Na busca pelo incremento na hora do sexo, brinquedos não faltam. Vão de tipos de gel que esquentam ou esfriam, vibradores líquidos, excitantes em spray, bolinhas de óleos aromáticas e beijáveis e produtos que retardam a ejaculação masculina, a fantasias e lingeries. A lista é infinita. São, ao todo, 12 mil itens, que compõem esse mix de produtos eróticos, consumidos cada vez mais pelos pernambucanos. Em 2011, o Estado alcançou o auge de consumo, onde os lançamentos nacionais ganharam destaque, o que deixou Pernambuco no segundo lugar entre dos estados do Nordeste, atrás apenas da Bahia.

Com pouco mais de 30 anos no Brasil, esse mercado é movido, sobretudo, pela criatividade, e tem presença forte em todo o Nordeste, onde há uma média de 400 pontos de venda. Segundo dados fornecidos pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), em 2009 a região tinha 14% da fatia desse mercado. Em 2011 esse número passou a ser de 17%. Isso demonstra uma mudança na forma de ver o sexo e a quebra de tabus, o que resulta na abertura de mais negócios.

A prova dessa mudança foi a chegada da primeira feira erótica e sensual no Recife, em novembro passado. Em quatro dias, a Hot Fair recebeu quase seis mil visitantes, com idades entre 12 e 82 anos, e movimentou cerca de 1,5 milhão em vendas de produtos sensuais e eróticos. “Pernambuco é um grande filão do mercado erótico e sensual. O consumidor pernambucano gosta de experimentar, não é conservador e adora novidades”, compartilhou a presidente da Abeme, Paula Aguiar. 

Essa nova realidade é sentida nas sex shops da cidade, como o Toque de Pecado, há 5 anos no mercado. “Hoje percebemos a mudança. Há bem mais concorrentes e também uma maior procura das pessoas”, revelou a empresaria Lanária Menezes, uma das proprietárias da loja, que fica na Galeria Via Roma Center, no Parnamirim.

No âmbito nacional, a movimentação do setor teve um aumento de 18,5% em 2011. O maior foi percebido através de compras na internet e na crescente venda porta a porta, prática muito antiga, que, inclusive, deu origem as sex shops. Segundo levantamento prévio da Abeme, o número de consultoras para esse venda por catálogo ultrapassa 85 mil em todo o País, entre mulheres e homens.

Esse crescimento gera, consequentemente, empregos. São 125 mil, sendo quase 80% ocupados por mulheres. O grande desafio desse mercado, segundo Paula, é adquirir o respeito da sociedade brasileira, além de crescer ordenadamente e de forma sustentada. “É necessário quebrar paradigmas como o da pornografia. O mercado erótico sensual não é pornográfico. A pornografia é um item comercializado no setor através de filmes, livros e imagens”, explica a presidente da Abeme.

Segundo dados da Associação, na última década surgiram muitos novos negócios. “A missão atual reside na formação de novos consumidores e no amadurecimento das empresas brasileiras que ainda seguem normas e regulamentação de outros setores da economia, por falta de legislação própria para os produtos eróticos. Existem exemplos de excelentes legislações como na Espanha, Reino Unido ou mesmo nos EUA”, esclareceu a presidente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário