segunda-feira, 6 de maio de 2013

PT decide impasse em Paulista


A Executiva estadual do PT de Pernambuco decide nesta segunda-feira, em reunião à noite, se o partido vai participar ou não do governo do PSB no município de Paulista, Grande Recife. O deputado estadual Sérgio Leite (PT), candidato a prefeito derrotado em 2012, e a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), recorreram da primeira decisão do diretório municipal de participar da gestão do socialista Júnior Matuto (PSB), que, inclusive, já empossou o vereador licenciado petista, Flávio Barros, como secretário municipal de Meio Ambiente.
A reunião do diretório vai servir, também, para a definição do calendário das plenárias municipais do PT, iniciativa que visa a fortalecer o partido pelo interior, identificar possíveis aliados e colocar os militantes nas discussões sobre as eleições do próximo ano.
Em Paulista, o partido está dividido desde que, por nove votos a dois, o diretório municipal aprovou o ingresso no governo do prefeito eleito, Júnior Matuto. Inconformado, o deputado Sérgio Leite recorreu da decisão ao diretório petista municipal, conseguindo que fosse remarcada uma nova plenária para rediscutir a proposta. Onze diretorianos foram substituídos por suplentes ligados à tendência majoritária, CNB.
Duas reuniões ocorreram, paralelamente, gerando duas atas com decisões distintas: uma decidindo ficar no governo de Júnior Matuto e outra aprovando a não participação na gestão socialista. Como o partido permaneceu dividido, as duas partes recorreram à instância superior.
A Executiva estadual definirá, então, se o PT deve ou não integrar o governo do PSB em Paulista. Os petistas estão presentes nos governos estadual, nas secretarias dos Transportes e de Cultura e cargos de direção da gestão Eduardo Campos (PSB), e do Recife, no secretariado do prefeito Geraldo Julio (PSB), na Secretaria de Habitação e na chefia do escritório de Brasília.
“Vai ser uma reunião (da Executiva) muita tensa, mesmo”, admitiu um dirigente petista, pedindo discrição. No segundo ponto de pauta, o calendário de plenárias deverá incluir datas de inserções no interior ainda neste primeiro semestre.

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