As costuras para a escolha do candidato que irá disputar o governo do estado estão chegando ao fim. O governador Eduardo Campos (PSB) continua o roteiro de conversas com os dirigentes de partidos aliados, restando apenas algumas dúvidas para serem dissipadas. A previsão é de que o anúncio do futuro candidato aconteça nos próximos dias. O governador também quer fundamentar o debate com as diretrizes do programa de governo que a aliança PSB/Rede lançou na semana passada. O documento foi enviado aos diretórios estaduais, que receberam a missão de produzir uma versão local para discutir com os partidos aliados.
Ontem
à noite, a executiva de Pernambuco se reuniu para tratar do assunto.
“Iremos entregar o documento às demais siglas da coligação para saber
quem vai acompanhar nosso projeto”, disse o presidente estadual do PSB,
Sileno Guedes. Nos últimos dias, Eduardo Campos tem evitado tratar de
nomes. Nos bastidores, no entanto, as especulações correm de boca em
boca. No último domingo, o governador comentou com interlocutores mais
próximos que ainda estava com dúvida sobre a escolha. Disse que precisa
analisar alguns aspectos para tomar a decisão.Na relação dos citados para a disputa, a indicação deve ficar entre os secretários Paulo Câmara (Fazenda) e Danilo Cabral (Cidades) ou o ex-deputado federal Maurício Rands, considerados os nomes mais fortes na avaliação de socialistas. Há quem acredite, no entanto, que o secretário Tadeu Alencar (Casa Civil) não estaria totalmente descartado.
Ontem, o governador ampliou o leque de conversas com o presidente estadual do PR, deputado federal Inocêncio Oliveira. O encontro seria à tarde, mas o socialista antecipou para a manhã. Após a conversa, Campos embarcou para Brasília. Segundo informações de bastidores, ele viajou para participar de uma reunião com a cúpula nacional do partido. O retorno dele estava previsto para a noite de ontem.
Com Inocêncio, a conversa (política e administrativa) durou quase duas horas. De acordo com relato do deputado, Eduardo está muito animado com a disputa presidencial. “O momento é muito favorável a ele”, frisou. O parlamentar disse, ainda, que vai acompanhar a indicação de Eduardo (na campanha local) e que não vê contradições nas alianças propostas pelo aliado. “Não vejo nada demais. O governador, em sua campanha para presidente, pode receber o apoio de quem ele quiser”, ponderou.
Saiba mais
Os critérios de Eduardo para indicar o candidato
Eleição presidencial
Eduardo quer indicar um nome que lhe dê tranquilidade para disputar a campanha presidencial. Ele precisa ter uma votação confortável em seu estado natal contra a presidente Dilma Rousseff (PT)
Eleição estadual
O escolhido também deverá reunir condições de conduzir a sucessão estadual. O socialista precisará de tempo para se dedicar à eleição presidencial, mas não pode descuidar da eleição local
Projeto de gestão
O governador também está analisando os nomes com olhar voltado ao modelo de gestão implantado no estado. A preocupação dele é de que o candidato, caso eleito, possa dar continuidade ao legado deixado por ele para os pernambucanos
União de forças
Entre os critérios, Eduardo também quer indicar um nome de consenso junto às forças políticas que integram a Frente Popular. A expectativa dos socialistas é de reunir 14 partidos na coligação com o PSB
Nenhum comentário:
Postar um comentário