Sua morte, ocorrida após uma intervenção cirúrgica feita no final do mês passado, foi anunciada por Jim Liske, diretor da organização de assistência espiritual aos presos - a Prision Fellowship Ministries, em Virgínia - que Colson ajudou a fundar após seu período de cárcere, quando se tornou evangélico.
Colson fazia parte do comitê de reeleição de Nixon, que desenvolveu tentativas de espionar o Partido Democrata em 1972. Previamente, havia tentado desacreditar o analista do Departamento de Defesa, Daniel Ellsberg, responsável pelo vazamento dos chamados "Papéis do Pentágono", documentos que revelaram a autêntica situação da Guerra do Vietnã (1955-1975) e o que pensava o Departamento sobre esse conflito.Nesa tentativa, Colson usou um grupo encoberto, encarregado de investigar os vazamentos da Casa Branca, para que invadisse o escritório do psiquiatra de Ellsberg na busca de material contra o analista.
O então alto funcionário se declarou culpado da tentativa de obstrução da Justiça em suas manobras contra Ellsberg, embora outras acusações relacionadas diretamente com o escândalo Watergate ou com a participação direta na invasão do escritório do psiquiatra tenham sido desprezadas.
Colson acabou cumprindo sete meses de prisão. O homem que chegou a dizer que estaria disposto a pisotear sua avó para conseguir a reeleição de Nixon dedicaria o resto da sua vida à assistência espiritual aos presos e escreveu mais de 20 livros.
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