quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A batalha épica do mundo dos gamers


O que pode ser mais divertido: jogar um game de corrida no conforto do sofá da sala, em frente a uma grande televisão, ou participar de um campeonato de Fórmula 1, com pessoas de toda parte do mundo na tela de um super computador? Com a popularização do mercado dos títulos de entretenimento eletrônicos, são muitas as opções de plataformas e gêneros de jogos disponíveis no mercado. Graças a isso, o debate sobre qual a melhor plataforma para se divertir continua sendo discutido nos fóruns de internet e rodas de amigos no mundo todo.
Para muitos, a predileção pelo PC é clara. Além de ser uma multiferramenta, o computador é personalizado, ou seja, é possível alterar itens de hardware, como a placa de vídeo, para aperfeiçoar o desempenho dos títulos. De acordo Richard Cameron, diretor geral da NVIDIA no Brasil, o realismo gráfico dos produtos para desktops são superiores, deixando texturas como as de armas e personagens mais nítidas. “Gamer gosta de realismo gráfico. Um usuário de desktop pode atualizar sua máquina sempre que quiser. Já quem usa console, precisa esperar anos para que seja lançada uma versão melhor do equipamento”, explica.
A dica de Cameron para quem deseja utilizar os recursos máximos que um jogo pode oferecer é focar na configuração da placa de vídeo e estar atento ao seu processador Graphics Processing Unit, a GPU. “Existem armadilhas que os usuários menos experientes dos desktops caem constantemente. Uma delas é achar que a CPU é o item mais importante para rodar um título. A preferência deve ser dada a placa de vídeo. O que dá poder a este hardware é a GPU, e não a memória, como muitos pensam”, alerta o diretor.
O gamer Wanderson Go­mes, auxiliar administrativo, de 25 anos, concorda com os pontos levantados pelo diretor da fabricante direcionada ao ramo e ressalta a possibilidade de personalização ingame que a plataforma oferece. “No PC existem as versões não oficiais fornecidas pelos fãs, os mods. Muitas vezes essas adaptações tornam o jogo muito mais divertido que o original”, explica. Gomes ainda ressalta a alta interatividade que os desktops proporcionam. “Posso jogar sem limite de usuários em muitos jogos. Além disso, os títulos para console possuem um preço maior”, frisa.
Para os defensores do console, uma das maiores vantagens é a exclusividade de títulos direcionados aos videogames. O gerente de produtos Playstation da Sony, Pedro Caramuru, acredita que o número de franquias faz com que os usuários tenham uma experiência de jogo muito mais rica. “Os fabricantes investem em estúdios próprios para a fabricação destes títulos. A produção acaba fidelizadando o gamer, construindo assim uma base mais sólida”, explica.
Quanto ao preço dos jogos, o diretor ressalta que a carga tributária é a maior vilã deste mercado. “Esses produtos são taxados como jogos de azar. É como se eles fossem vistos como uma máquina de caça níqueis. Já os de PC, são classificados como software, por isso existe essa diferença”, afirma. Para ele, a autonomia de hardware do console é um ponto positivo. “Essa particularidade facilita o uso do equipamento, tornando a experiência mais simples por não haver a necessidade constante de atualização de peças”, complementa.
O estudante e gamer Cláudio Melo, de 22 anos, conta que por muitos anos jogou exclusivamente em desktops, mas, quando percebeu que muitas de suas franquias favoritas não eram mais fabricadas para os PCs, trocou de time. “Notei que a maioria dos títulos são oferecidos para o PC apenas se alcançarem um número de vendas relevante nos consoles, ou seja, utilizando console sempre terei a chance de jogá-los primeiro”, comenta.  
Fonte:  NATHÁLIA GUIMARÃES, da Folha de Pernambuco

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