Funcionários dos Correios de todo o Estado estão em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. A categoria se une a outros estados brasileiros que deflagraram a paralisação em assembleias realizadas na noite de ontem. Em Pernambuco, a reunião ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Pernambuco (Sintect-PE), em Santo Amaro, quando mais de 300 trabalhadores votaram a favor da greve. Hoje, piquetes de convencimento serão feitos em todas as agências e Centros de Distribuição Domiciliar. A expectativa do Sindicato é de ter a adesão de 80% da área operacional e de 30% da área administrativa já neste primeiro dia.
Pernambuco conta, atualmente, com 3,5 mil funcionários dos Correios. Deste total, 2,7 mil são carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo (OTTs). “O correto é ter um carteiro para cada sete quilômetros. Atualmente, os carteiros chegam a fazer até 20 quilômetros. Por isso, precisamos da contratação imediata de 600 carteiros, além de 180 atendentes comerciais e 150 OTTs”, afirmou o secretário Geral do Sintect-PE, Hálisson Tenório. A categoria reinvindica maior segurança nas agências e a permanência das atuais normas do plano de saúde.
A pauta de reinvindicações inclui o reajuste salarial da categoria de 43,7% e a incorporação de R$ 200 a todos os salários. “Amanhã (hoje) ocorrerá em Brasília uma reunião de conciliação com o Tribunal Superior do Trabalho e com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para que seja avaliado um possível acordo coletivo. Já com o resultado dessa reunião, realizaremos uma assembleia às 17h para discutirmos os próximos passos”, explicou Tenório. A ECT ofereceu, inicialmente, uma proposta de 3% de reajuste, que depois foi aumentada para 5,2%. Ambas as propostas foram negadas pela categoria.
Segundo Tenório, o serviço de distribuição deverá ser o mais afetado pela greve, seguido pelos serviços de triagem e transbordo. Por meio de nota, a ECT informou que, em caso de paralisação, possui um “plano de contingência para garantir a prestação de serviços à população”. Segundo a nota, entre as medidas que poderão ser adotadas pela empresa estão a realocação de empregados, a contratação de trabalhadores temporários, a realização de horas extras e mutirões para triagem e entregas de cartas

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