segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Como funciona o período de "sede vacante"?

Com a saída de Bento XVI, a Igreja entra numa fase de "sede vacante". Neste hiato entre a saída de um papa e a escolha do sucessor, o governo fica entregue ao cardeal Carmarlengo, o cardeal Tarcicio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, responsável por anunciar a data do Conclave em que vai ser eleito o novo chefe da Igreja Católica.
No entanto, o poder do cardeal Carmalengo, encarregado de administrar as propriedades e finanças da Santa Fé, é limitado. Algumas decisões têm de ser tomadas pelo colégio dos cardeais. Ademais, neste momento, todos os membros da cúria romana apresentam a sua demissão, nomeadamente os presidentes dos vários Dicastérios.

No período da "sé vacante", como também é conhecido, é comum o Vaticano aproveitar para emitir moedas com o brazão do Pontificado. Cada papa tem o seu próprio brazão. Neste sentido, trata-se de uma oportunidade para os colecionadores de moedas e para todos os filatelistas atualizarem as suas coleções.

Brasileiros
Cinco cardeais brasileiros deverão participar do Conclave para eleger o sucessor do papa Bento XVI. Segundo a última lista do Vaticano, atualizada há duas semanas, há um total de 119 cardeais aptos a votar. Vale ressaltar que apenas o cardeal precisa ter menos de 80 anos.

Os cardeais brasileiros aptos são dom Cláudio Hummes, 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para o Clero, dom Geraldo Majella Agnelo, 79, arcebispo emérito de Salvador, dom Odilo Scherer, 63, arcebispo de São Paulo, dom Raymundo Damasceno Assis, 76, arcebispo de Aparecida, e dom João Braz de Aviz, 64, ex-arcebispo de Brasília. 

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