Com a saída de Bento XVI, a Igreja entra numa fase de "sede vacante".
Neste hiato entre a saída de um papa e a escolha do sucessor, o governo
fica entregue ao cardeal Carmarlengo, o cardeal Tarcicio Bertone,
secretário de Estado do Vaticano, responsável por anunciar a data do
Conclave em que vai ser eleito o novo chefe da Igreja Católica.
No entanto, o poder do cardeal Carmalengo, encarregado de administrar as
propriedades e finanças da Santa Fé, é limitado. Algumas decisões têm
de ser tomadas pelo colégio dos cardeais. Ademais, neste momento, todos
os membros da cúria romana apresentam a sua demissão, nomeadamente os
presidentes dos vários Dicastérios.
No período da "sé vacante", como também é conhecido, é comum o Vaticano
aproveitar para emitir moedas com o brazão do Pontificado. Cada papa tem
o seu próprio brazão. Neste sentido, trata-se de uma oportunidade para
os colecionadores de moedas e para todos os filatelistas atualizarem as
suas coleções.
Brasileiros
Cinco cardeais brasileiros deverão participar do Conclave para eleger o
sucessor do papa Bento XVI. Segundo a última lista do Vaticano,
atualizada há duas semanas, há um total de 119 cardeais aptos a votar.
Vale ressaltar que apenas o cardeal precisa ter menos de 80 anos.
Os cardeais brasileiros aptos são dom Cláudio Hummes, 78 anos,
ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para o
Clero, dom Geraldo Majella Agnelo, 79, arcebispo emérito de Salvador,
dom Odilo Scherer, 63, arcebispo de São Paulo, dom Raymundo Damasceno
Assis, 76, arcebispo de Aparecida, e dom João Braz de Aviz, 64,
ex-arcebispo de Brasília.

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