Quando Pernambuco ainda era candidato a subsede da Copa, em 2009, o Estado surpreendeu ao apresentar como cartada não um projeto de estádio, mas uma nova centralidade urbana, a Cidade da Copa.
O argumento, que convenceu a Fifa, era desenvolver o Oeste
metropolitano, uma área esquecida pelo poder público. Para viabilizar o
projeto, o governo montou uma parceria público-privada (PPP) e colocou o
estádio como âncora do complexo. Quem hoje está à frente do contrato é a
Arena Pernambuco Negócios, do grupo Odebrecht, que tem como
contrapartida o direito de explorar comercialmente os 242 hectares da
Cidade da Copa, 35 deles ocupados pela arena.Fora o palco das partidas de futebol com 46 mil lugares, que terá outros usos como shows e outros eventos, a Arena Pernambuco Negócios terá como principais equipamentos um ginásio com 25 mil metros quadrados (m²) e 10 mil assentos, um setor de entretenimento, lazer e serviços (com shoppings, bares, cinemas, teatros, restaurantes e supermercados), espaço de hotéis e convenções, escritórios, área residencial e um campus universitário.
Todo o desenvolvimento do complexo levará 20 anos, prazo parecido com o da Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, também da Odebrecht. Para tudo começar a sair do papel será preciso colocar o básico de infraestrutura urbana no terreno (ruas, energia, água e esgoto), o que exigirá o alto número de empregos na primeira etapa. No Eia/Rima, o consórcio promete recrutar pessoal no entorno – Recife, Camaragibe e São Lourenço – de forma tão enfática que sequer haveria alojamentos no canteiro de obras.
As três fases seguintes, que vão ter a geração de vagas mais diluídas no tempo, como a segunda etapa, com 8 mil empregos em 5 anos. Ao final de tudo, com o novo bairro pronto, a previsão é gerar 14 mil empregos permanentes.
A Arena Pernambuco Negócios foi procurada para comentar o Eia/Rima, mas informou não haver porta-voz disponível.
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